Internacional: Um não à constituição européia
Com os nãos francês e holandês à constituição europeia, o que era óbvio ficou claro: A Europa ainda não está pronta para viver sob uma constituição única - e não estará por um bom tempo.
A unificação da moeda européia ... já foi um passo enorme numa "intenção" de integração futura. Afinal, a complexidade operacional envolvida na troca de padrões monetários, matéria bem conhecida dos brasileiros, já é enorme. Passada essa difícil etapa, os países que aderiram à nova moeda perderam liberdade econômica, uma vez que não têm mais a mesma independência para operar política monetária, mas as estruturas nacionais e especificidades dos membros continuaram bastante preservadas.
A nova constituição, essa sim, traria mudanças estruturais. O grande problema é que a Europa continua extremamente heterogênea e não esteve, sequer, preparando-se para tais mudanças. Sem conhecer profundamente as questões estruturais dos países que integram o grupo, e que são ameaçadas pela nova constituição, pode-se afirmar seguramente que essa constituição está muito longe de tornar-se uma realidade...a não ser que se torne extremamente superficial e não ameace as idiossincrasias dos países membros.
Economicamente, que é o que interessa para o mundo afora, nada muda no curto prazo. O que causa surpresa é o nervosismo do mercado e as flutuações do Euro nos últimos dias. No que depender dos Estados Unidos, a matemática de seus déficits deve continuar pressionando o valor do dólar para baixo, ou para quem estiver do outro lado do balcão, o valor do euro para cima.
A unificação da moeda européia ... já foi um passo enorme numa "intenção" de integração futura. Afinal, a complexidade operacional envolvida na troca de padrões monetários, matéria bem conhecida dos brasileiros, já é enorme. Passada essa difícil etapa, os países que aderiram à nova moeda perderam liberdade econômica, uma vez que não têm mais a mesma independência para operar política monetária, mas as estruturas nacionais e especificidades dos membros continuaram bastante preservadas.
A nova constituição, essa sim, traria mudanças estruturais. O grande problema é que a Europa continua extremamente heterogênea e não esteve, sequer, preparando-se para tais mudanças. Sem conhecer profundamente as questões estruturais dos países que integram o grupo, e que são ameaçadas pela nova constituição, pode-se afirmar seguramente que essa constituição está muito longe de tornar-se uma realidade...a não ser que se torne extremamente superficial e não ameace as idiossincrasias dos países membros.
Economicamente, que é o que interessa para o mundo afora, nada muda no curto prazo. O que causa surpresa é o nervosismo do mercado e as flutuações do Euro nos últimos dias. No que depender dos Estados Unidos, a matemática de seus déficits deve continuar pressionando o valor do dólar para baixo, ou para quem estiver do outro lado do balcão, o valor do euro para cima.

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